Projetar com paixão
Rui Arez, licenciado em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa, desenvolve os mais variados trabalhos nesta área de atividade. Dividido entre Portugal, Alemanha e França, reúne um vasto leque de conhecimentos que lhe valem uma experiência inigualável. Atualmente, afirma-se como um apaixonado pela área, que desenvolve com o maior rigor e profissionalismo.
Rui Arez nasceu em Moçambique onde viveu até 1974 mas, chegado a Lisboa, começou a trabalhar num atelier de arquitetura, ao qual regressa depois de ter emigrado durante seis anos para a África do Sul. Foram vários os ateliers onde foi deixando a sua marca e, paralelamente, concluía a licenciatura em Arquitetura. Em meados de 1992, cumpriu aquele que considera ser o primeiro sonho de qualquer arquiteto: “trabalhar por conta própria”; o segundo, “desenhar a sua própria casa”, foi concretizado em 2000.
“No meu atelier pode encontrar todos os serviços ligados à arquitetura. Em Portugal, um arquiteto tem que tentar abranger todas as áreas respeitantes à sua profissão, desde projetos de urbanização, loteamentos e design, ou então não sobrevive. Faço ainda muita habitação, design de equipamento, retailing e loteamentos. Aliás, onde houver arquitetura é para se fazer”, explica o arquiteto. Sem recusar qualquer trabalho, Rui Arez conta já inúmeras obras desenvolvidas que lhe proporcionam uma vasta experiência. Esses conhecimentos tornaram-se fundamentais no momento em que surge a oportunidade de se tornar no único arquiteto a projetar as lojas da marca Levi’s® e Docker’s® em Portugal. “Todos os projetos das lojas destas marcas implementadas em Portugal foram por mim executados, o que, em termos curriculares e de experiência,
foram e são deveras importantes”, explica Rui Arez. O arquiteto reúne obras de grande relevância ao nível da habitação e reabilitação. Conta ainda com projetos de cariz religioso, casas passais e igrejas. Terminou, há relativamente pouco tempo, uma vivenda onde utilizou um sistema construtivo inovador, o chamado Light Steel Frame, com um resultado arquitetónico fantástico, de isolamento térmico excecional e de construção visivelmente mais económica e rápida.
Rui Arez entrega-se desde sempre àquela que considera a sua paixão, sem se dedicar à produção em 3D: “é um investimento muito grande e que, de certa maneira, engana o cliente e não dá, a meu ver, uma resposta cabal ao exercício da arquitetura. Uma imagem virtual pinta um quadro que não é real. Eu prefiro despender o tempo a explicar ao cliente. No local há o barulho, o cheiro, a exposição solar, enfim o que se chama o genius loci [espírito do lugar], o que não se consegue vislumbrar num 3D. Isso não é arquitetura, arquitetura é outra coisa. As pessoas sentem”, afirma o arquiteto, revelando um enorme orgulho pela arquitetura portuguesa no geral, assumindo que as pessoas não têm a perfeita noção da qualidade da arquitetura nacional. “Somos um país pequeno com cerca de dez milhões de habitantes, mas mesmo assim Portugal já produziu dois prémios Pritzker, nomeadamente Álvaro Siza e Eduardo Souto Moura, prémio equivalente aos prémios Nobel para a Arquitetura.
“Fazer a arquitetura e entregar o projeto não é para mim”, garante Rui Arez, afirmando ser primordial para o sucesso de uma obra, o acompanhamento constante da mesma. A deslocação à obra é essencial e um projeto só faz sentido quando é visto crescer. Apaixonado e com um empenho notável, leva a pontualidade a um nível elevado. “Sou exageradamente pontual e fico transtornado quando os prazos não são cumpridos, é uma questão de rigor, mas claro que tenho de me precaver. Por princípio, quando estabeleço um prazo de entrega, tenho sempre a noção que uns dias antes já tenho de ter tudo concluído para que não seja necessário dar a desculpa de que me atrasei, que a impressora avariou, que a internet foi abaixo, entre outras”, esclarece.
No futuro espera conseguir ter as mesmas capacidades para manter o número de projetos que conseguiu até à data. Revela ainda uma parceria estabelecida que passa por continuar a fazer arquitetura e, em colaboração, participar no processo construtivo. O objetivo é introduzir o produto final no mercado. Aguardo sucesso neste sentido. Felizmente as coisas têm acontecido naturalmente”, termina.





