Referência na produção de mirtilo
A Red Berry Fruits é uma empresa de produção de frutos vermelhos que tem como especial foco a produção de mirtilo. Esta empresa agrícola de Santo Tirso é membro da Private Smile, uma outra firma que agrega cerca de 40 produtores de mirtilo do Norte do país e que procede à sua comercialização em países como a Alemanha ou a Holanda.
“Já tinha, na família, alguma tradição relacionada com a agricultura, nomeadamente na produção de leite e vinho. Eu não tinha ligação a essa atividade, estava a trabalhar no setor industrial até que decidi mudar de rumo e de trabalho”, começa por explicar António Rodrigues. “Os meus pais tinham, portanto, uma quinta agrícola que precisava de ser reestruturada e comecei a equacionar o que poderia fazer e que negócio seria aliciante para mim. Surgiu, assim, a oportunidade de produzir mirtilos e comecei a estudar essa produção, em particular, para além de toda a atividade agrícola em geral”.
A Red Berry Fruits é gerida por António Rodrigues que rapidamente percebeu o potencial da sua produção. “Das várias produções existentes, considerei que o mirtilo seria o produto mais rentável do ponto de vista da sua procura e da facilidade da sua produção quando comparada com a framboesa ou a amora.
Em 2013, plantámos os primeiros dois hectares e, neste momento, são já cinco. Dentro de dois ou três anos, chegaremos ao máximo da nossa produção, quando as plantas atingirem a sua produção normal”.
Quando colhidos os primeiros frutos, António Rodrigues juntou-se a Ana Meireles, proprietária da Casa das Bagas, e formou a Private Smile, uma empresa que agrega cerca de 40 produtores de frutos vermelhos nas localidades entre Maia, Santo Tirso e Guimarães. “Juntámo-nos todos numa empresa única que comercializa toda a fruta desses produtores. Este ano, iremos comercializar cerca de 280 toneladas de mirtilo e iniciámos a produção de framboesa, em pequena escala ainda, com cerca de dez toneladas”, explica o empresário.
Com esta iniciativa e atendendo ao volume produzido, todos os custos associados à necessária comercialização, nomeadamente os comerciais, logísticos e de armazenagem em frio, são distribuídos pelos produtores e, como tal, a atividade torna-se um pouco mais rentável para todos. De outra forma, estes custos centralizados iriam ser replicados por cada produtor onerando muito a atividade de cada um.
Neste momento, a Private Smile exporta 99% do seu produto para os mercados da Alemanha, Holanda e Noruega.
“Os nossos clientes, nesses países, distribuem o mirtilo por hipermercados e são também eles os responsáveis pela embalagem da fruta, algo que ainda não oferecemos ao mercado”. Com menor expressão, esta empresa marca também presença em Inglaterra e na Polónia. Para além de toda a responsabilidade associada à distribuição dos mirtilos, a Private Smile disponibiliza apoio técnico e formação aos seus produtores através de uma empresa especialista nesta área e com provas dadas no mercado, “pois é muito importante que tenham consciência das necessidades nutricionais e de condução das suas culturas.
É necessário trabalhar todo o ano para, em junho, colher fruta de boa qualidade, com boa apresentação e uniforme entre os vários produtores”.
No próximo ano, a Private Smile pretende apostar no embalamento do seu produto e apresentar, assim, uma oferta mais completa e diversificada aos seus clientes, tendo ainda em vista a entrada em novos mercados. A aposta noutras culturas como a framboesa e a amora será também uma realidade pois é fundamental, para António Rodrigues, ter uma maior diversidade de fruta para oferecer ao cliente.





