Valor, versatilidade e confiança numa empresa exportadora
Presente no mercado desde 2015, mas com uma vasta experiência no setor, a TrimNW é uma empresa de Santarém especializada na fabricação de não-tecidos industriais e de componentes para a mobilidade. Presente num setor produtivo com características extremamente específicas, a TrimNW aposta na experiência, conhecimentos e na constante inovação, para estar a par do que as marcas e empresas europeias do setor automóvel necessitam para a produção nas suas linhas de montagem. Exportando praticamente tudo o que produz, a TrimNW é a demonstração clara de que é possível dar a volta a situações negativas e transformá-las em oportunidades de negócio e desenvolvimento.
Constituída em fevereiro de 2015, a TrimNW derivou da Ipetex, SA, uma empresa que entrou em processo de insolvência no Cartaxo. Apostados em manter algumas das atividades, e respeitando contratos assumidos com os clientes, ex-colaboradores da antiga empresa decidiram criar este novo projeto, adquirindo os equipamentos necessários e transferindo todo o know-how para a TrimNW. Atualmente, a TrimNW possui duas áreas de negócio: não-tecido industrial e componentes para a mobilidade. Com a aquisição destes negócios à Ipetex, SA, a TrimNW acumulou e absorveu mais de cinco décadas de know-how especializado, continuando uma cultura de competência na utilização dos recursos e tecnologias, que permitem apresentar hoje aos clientes, espalhados por todo o mundo, produtos e soluções de excelência.
Se nos não-tecidos, a TrimNW aposta na gama Termoline para a indústria automóvel, nos componentes para a mobilidade, os produtos desenvolvidos são direcionados para o interior do automóvel. “Temos duas áreas de negócio, numa desenvolvemos peças têxteis moldadas para interiores de viaturas, ou seja, os tejadilhos, os tapetes do chão, medalhões de porta, insonorizantes, chapeleiras, tudo o que seja têxtil que vemos nos nossos carros, nós fazemos ou podemos fazer. O nosso mercado privilegiado são os nichos, as pequenas séries, por isso, os nossos principais clientes desta área são os produtores de carros pequenos que não necessitam de carta de condução, normalmente de fabrico francês e italiano”, explica Rui Lopes, diretor-geral da empresa. A TrimNW, quer seja em colaboração com o cliente ou com a total responsabilidade do projeto, revela-se um ator decisivo no processo de desenvolvimento de produto.
Não-tecido: produto mais simples e competitivo
O negócio do não-tecido industrial também é um produto muito específico. Rui Lopes explica as diferenças em relação a um tecido comum e o porquê de ser mais barato e simples de utilizar: “Nós com a mesma matéria-prima e com um único processo, uma máquina automatizada, produzimos o não-tecido. Ou seja, só temos uma única etapa, ao contrário do tecido comum, que passa por diversas etapas, e por isso conseguimos ser mais competitivos. O processo é mais simples e mais competitivo. Os produtos não-tecidos já existem há muitos anos e são utilizados no setor hospitalar, na higiene, no têxtil lar, na construção, entre outros. Claro que há várias tecnologias, dependendo para que área se destina. Nós temos a tecnologia Thermobonding, ou seja, a fixação da matéria-prima é feita com calor”. Trabalhando com poliéster e polietileno, devido à sua consistência, os restantes componentes são aplicados pelos clientes nos seus processos produtivos, dependendo do uso que pretendem dar ao nosso produto. Sendo o não-tecido um produto têxtil semelhante a um tecido ligeiro, este é aplicado na face não visível das peças que são posteriormente aplicadas nos automóveis. “São peças que normalmente estão escondidas, mas que permitem a insonorização do habitáculo, quer do ruído do motor ou da rua”, acrescenta. Tendo como clientes alguns dos principais fornecedores de peças de insonorização da indústria automóvel, como a Saint Gobain, a Faurecia ou a Autoneum, o destino da produção acaba por ser as diversas fábricas espalhadas pela Europa e pelo mundo. Com estes dois negócios, sempre muito focados na área automóvel, “provavelmente grande parte dos automóveis que circulam nas nossas estradas têm uma peça ou material fabricado pela TrimNW”, garante Rui Lopes.
Novas instalações, processos mais eficientes
Com 34 colaboradores, 60% dos produtos são exportados para França. Países como Espanha, Inglaterra, Itália, Polónia ou República Checa também recebem produtos made in Portugal. “O nosso trabalho é muito específico, e é importante para nós ter trabalhadores com experiência nos nossos processos. O serviço que prestamos aos nossos clientes é muito importante, pois não podemos parar uma linha de produção de automóveis. Se tivermos de efetuar transportes expresso ou transporte aéreo, nós fazemos. É impensável para nós falhar uma entrega num cliente”, afirma Rui Lopes. Em 2015, com o arranque da empresa em março, a TrimNW apostou por satisfazer as encomendas em atraso deixadas pela anterior empresa, e em seguida, mudou-se para as atuais instalações em Santarém, com 4000 metros quadrados de área industrial, devidamente equipados, onde conseguem realizar um trabalho que agrada aos clientes e permite à empresa portuguesa crescer em termos de vendas. No primeiro ano de atividade, a empresa também foi certificada pela norma ISO 9001.
“Estas instalações encaixaram que nem uma ‘luva’ no nosso processo. São dois pavilhões com 2000 metros quadrados cada um. Num temos a produção das peças moldadas, no outro temos a produção do não-tecido, o armazenamento de matérias-primas e de produtos fabricados. O processo está agora mais eficiente do que nas antigas instalações. Conseguimos reduzir o consumo energético em 30% e melhoramos a segurança dos equipamentos. Tudo por iniciativa própria. Beneficiamos muito com a mudança. Em termos de vendas, crescemos 7% de 2015 para 2016. Planeamos o mesmo para este ano, mantendo um crescimento sustentado, e procurando clientes novos, sempre dentro deste mercado. Queremos continuar a ser bons naquilo que fazemos e aumentar as potencialidades que temos”, afirma.
Nova linha de produção de não-tecido
Procurando ser uma empresa de referência neste tipo de negócio, a TrimNW começou a instalar no final de 2016 uma segunda linha de produção de não-tecido, que tem arranque previsto para o 2º trimestre de 2017. “Vamos produzir um não-tecido ligeiramente diferente do que fazemos agora, que vai ter características diferentes e é destinado a outras áreas dentro veículo automóvel”, explica Rui Lopes. Sempre com precauções nos investimentos que vão sendo efetuados, a TrimNW fechou o ano de 2016 com 2.75 milhões de euros em vendas. Em 2017, está previsto ultrapassar os três milhões de euros, e tem como objetivo atingir os seis milhões de euros em 2020. Para Rui Lopes, um dos objetivos futuros passa por “chegar ao desenvolvimento dos produtos juntamente com as marcas, fazendo com que a TrimNW seja reconhecida dentro do setor. Isto vai-nos permitir entrar nos projetos mais cedo, possibilitando um aumento da confiança dos clientes na TrimNW”, conclui.





