Seis municípios, uma identidade


O Alto Tâmega, região paradisíaca, dispõe de paisagens únicas, uma ótima gastronomia, património histórico e etnográfico singulares, riqueza cinegética e termalismo, que tornam o território um espaço esplendoroso e atrativo. A Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega é a entidade que agrega e potencializa todas estas características em comum entre os seis municípios – Boticas, Chaves, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar.

A Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega agrega seis municípios com uma oferta gastronómica vasta e com qualidade unanimemente reconhecida. O mel, o folar, os pastéis de chaves, o presunto, o fumeiro, o cabrito, a carne barrosã e maronesa, os cogumelos, o azeite, a castanha, os vinhos são alguns exemplos dos mais apreciados e emblemáticos produtos, que tornam a cultura gastronómica da região autêntica e genuína. A juntar à gastronomia, a hospitalidade é uma marca das gentes do Alto Tâmega, característica bastante apreciada pelo turista. Com um clima suave e ameno, a paisagem da região pinta-se de verde, amarelo, vermelho e castanho com o passar das estações, mas é o azul que sobressai dos rios Tâmega, Cávado, Rabaçal e outros rios e regatas de águas cristalinas. Montanhas, pinturas rupestres, castelos medievais, jardins de encanto, casas senhoriais, oleiros, cesteiros e tecedeiras traduzem o que de melhor o território apresenta, enaltecendo os trajos e sabores dos tempos antigos. Do Brunheiro à Serra do Alvão, da Padrela ao Larouco, da Serra da Cabreira ou do Barroso à Falperra, não faltam no Alto Tâmega espaços de natureza pura com uma beleza ímpar.
Para além das características naturais, os seis municípios que compõem a Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega mantinham uma ligação, desde 1989, através da empresa EHATB – Empreendimentos Hidroelétricos do Alto Tâmega e Barroso, que foi criada com o objetivo de desenvolver atividades que tivessem por fim o aproveitamento de recursos naturais na região. O desenvolvimento da empresa ao longo destes 25 anos fomentou a necessidade de criar uma comunidade que interligasse estes seis municípios de forma a explorar e potencializar outras áreas de atuação. Promover o planeamento e a gestão da estratégia de desenvolvimento económico, social e ambiental do território do Alto Tâmega, articular os investimentos locais de interesse intermunicipal, participar na gestão de programas de apoio ao desenvolvimento regional, designadamente no âmbito do QREN e planear ações de entidades públicas, de carácter supramunicipal foram os objetivos que estiveram na base da criação da CIM-AT, presidida no presente ano por Rui Vaz Alves, autarca de Ribeira de Pena.
“A principal característica da comunidade é a união. Temos uma ação conjunta forte e um pensamento o mais unido possível, sem olharmos a cores políticas, pois o nosso território necessita de uma coesão social e económica muito forte”, refere o presidente da CIM-AT.
Para o edil, a “possibilidade de conjugar esforços é uma mais-valia que a comunidade apresenta, pois a partilha de informações entre os seis autarcas permite uma leitura mais fidedigna sobre os outros municípios e, assim, ter uma visão mais abrangente e integrada do território e delinear estratégias de ação conjuntas”.
Conciliação e esforço de equilíbrio entre os seis municípios é o trabalho que a Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega tem desenvolvido, de forma a abraçar projetos importantes para cada um dos concelhos, mas também com projetos estruturantes para todo o território. Foi desenvolvido um plano estratégico para o ITI – Investimentos Territoriais Integrados – onde houve um esforço de enquadramento do pacto para o próximo quadro comunitário, por forma a assegurar os canais de financiamento para a realização de investimentos, públicos e privados, promotores do desenvolvimento regional.
Para Rui Vaz Alves, as comunidades intermunicipais “constituem, a nível nacional, um processo ainda em consolidação, circunstância que ainda não nos permite, neste domínio, delinear em concreto o futuro a longo prazo. Creio que existe uma necessidade de analisar o processo e de retirar os ensinamentos que a experiência deste tempo de institucionalização das comunidades já nos proporciona. No caso da CIM-AT, apresentamos uma estrutura sólida, sedimentada nos 25 anos de relação, partilha e ação conjunta dos seis municípios sobre o território do Alto-Tâmega, claramente facilitadora do diálogo e do funcionamento da CIM-AT, em prol do desenvolvimento socioeconómico da região”.