Promover a economia e a criação de emprego


A cumprir o segundo mandato à frente da Câmara Municipal de Vila Verde, António Vilela revela em entrevista ao Suplemento Empresas+®, as principais linhas estratégicas para os próximos anos. A fixação de novas empresas, a requalificação e regeneração urbana, assim como a aposta clara na criação de emprego são alguns dos objetivos primordiais para o concelho.


Reeleito em 2013 para um novo mandato, António Vilela mostra-se satisfeito pela estratégia desenvolvida no âmbito do desenvolvimento do território. “Estamos a terminar um conjunto de obras essenciais para a melhoria da qualidade de vida dos vilaverdenses, nomeadamente nas vertentes da educação, do desporto e do lazer, com a construção de novos Centros Escolares, implementação de campos de relva sintética nos diferentes recintos desportivos do concelho e a construção das piscinas ao ar livre em Vila Verde e Ribeira de Neiva”, destaca o autarca.


No que diz respeito aos investimentos previstos na carta educativa, estes estão todos concluídos, tendo entrado em funcionamento em setembro os quatro novos centros escolares nas freguesias da Lage, Soutelo, Turiz e Cervães. Ainda dentro do âmbito pedagógico, irá entrar em funcionamento a Casa do Conhecimento, um espaço de experimentação e desenvolvimento formativo que vai promover atividades e projetos inovadores no âmbito da denominada “Sociedade da Informação”. Relativamente ao artesanato e ao projeto “Namorar Portugal”, foi inaugurado o Centro de Dinamização Artesanal e o “Espaço Namorar Portugal”, um edifício associado ao artesanato e aos produtos daquela marca, que será mais uma via de promoção do concelho e dinamização da economia local.


Para além do investimento na requalificação das áreas urbanas do município, a autarquia também aposta na criação de emprego através de apoio à instalação de empresas no concelho, criando a este nível incentivos, nomeadamente a simplificação dos processos burocráticos e redução das taxas camarárias, como revela o edil: “Isentámos as empresas do pagamento da taxa de licenciamento; estamos a implementar taxas reduzidas de derrama e isenção total nas taxas urbanísticas para obras destinadas a fins agrícolas, pecuários, florestais e turísticos e as taxas de água e saneamento apresentam valores competitivos comparativamente com outras zonas do país”.


Comunidade Intermunicipal do Cávado
Composta por seis municípios, entre os quais o Município de Vila Verde, a CIM do Cávado tem vindo a trabalhar no desenvolvimento de projetos que sejam uma mais-valia para a dinamização do território.

“Assinámos, recentemente, o pacto de desenvolvimento da CIM para o próximo quadro comunitário, onde delineámos como estratégia a valorização do território, como meio para a captação de investimento e para a criação de qualidade de vida dos munícipes. Queremos ter um território de qualidade que capte investimento, gere empregabilidade e, desse modo, garanta um bom nível de vida aos cidadãos”, revela o autarca. Com um vasto território que vai desde o litoral até à fronteira da Espanha, o objetivo dos municípios em relação à componente turística passa, entre outros projetos, pela criação de uma ecovia/ciclovia que atravesse todo o território da CIM Cávado.

 

Rota das Colheitas
Todos os anos, o concelho de Vila Verde organiza a Rota das Colheitas, que tem data de início no primeiro fim de semana de agosto e termina no último fim de semana de novembro.

Durante este período vive-se no concelho o ciclo das colheitas, com a reprodução de quadros associados ao mundo rural, como as desfolhadas, malhadas, fiadas, tecelagem, vindimadas, entre outros.

No mês de outubro atinge-se o ponto alto da rota com a Festa das Colheitas, que concentra o artesanato, a gastronomia, a agricultura, a ruralidade e a tradição, sendo uma montra para a promoção do concelho. “É cada vez mais importante e necessário valorizar o mundo rural, o que também se consegue dando visibilidade aos genuínos produtos da terra e à criatividade dos artesãos do concelho de Vila Verde e da região, ajudando-os na divulgação, na promoção e na própria comercialização dos bens que produzem com tanto esforço e dedicação. A Festa das Colheitas funciona, pois, como um catalisador da agricultura e da atividade artesanal locais”, considera António Vilela.