25 anos de Ediprinter em Portugal


A Ediprinter é uma empresa com 25 anos que dedica a sua atividade à comercialização e produção de software para o ramo automóvel, nomeadamente no setor das inspeções com o software EDIGCIA, setor este que tem uma importância bastante significativa no negócio da Ediprinter. Para além do ramo automóvel também concebe e desenvolve software para as micro, pequenas e médias empresas das mais variadas áreas de negócio, na área da sua gestão, tendo como referência os produtos EDIGEST, EASYCSREEN, EDITIME E EDISMS. Esta área de negócio abrange uma zona mais regional.


A Ediprinter já se encontra cimentada no mercado nacional no âmbito do mercado automóvel, pretendendo atualmente dar continuidade ao desenvolvimento dos mercados de África e da América Latina. Para tal, esta empresa encontra-se num projeto de internacionalização com apoios do quadro comunitário do Portugal 2020, que visa o seu desenvolvimento a nível internacional e que se vai focar principalmente em investimentos nesses mercados.

A Ediprinter foi fundada em 1990 com o propósito de vender livros de escrituração mercantil informatizada, os Livros de Atas, Diário Razão e Inventário Balanços. “Nós fomos pioneiros no lançamento em Portugal destes livros mercantis obrigatórios. Até então estes livros eram manuais, e nós introduzimos o sistema informatizado na escrituração. Entretanto, passados três anos, verificámos que poderíamos enveredar pela área informática, nomeadamente o desenvolvimento de software para satisfazer algumas lacunas”, referiu o gerente da empresa António Castro.

Enquanto se fortalecia nas aplicações para os gabinetes de contabilidade, surgiu um novo mercado, o do ramo automóvel. “Passados estes 25 anos consideramos que a aposta neste nicho de mercado foi uma aposta ganha e uma aposta consolidada, pois temos cerca de 85% do mercado nacional no ramo automóvel, nomeadamente nas inspeções automóveis, e também nos últimos cinco anos conseguimos implementar estas soluções no mercado internacional. Estamos em África e na América Latina. Relativamente a África, em Moçambique e Cabo Verde temos a área das inspeções automóveis, área 100% coberta pelo nosso software. Em Angola, Luanda, temos um projeto piloto que está em fase de testes por parte das autoridades que regulam esta atividade e futuramente avançarão com ela. Na América Latina, na Argentina, nomeadamente em Córdoba, a zona possui todo o nosso software. Na Colômbia, em Bogotá, estamos a trabalhar um projeto para conseguirmos corresponder às expetativas da legislação colombiana”, referiu António Castro.

A médio prazo, pretendem expandir-se para outros países de África. “Hoje em dia estamos vocacionados para o desenvolvimento de software à medida e para uma especialização numa área… inspeções, regulações, equipamentos, novos equipamentos a aparecer no mercado, nova legislação”, diz António Castro. Para o efeito, conta com 20 colaboradores a trabalhar no âmbito da investigação, desenvolvimento e na assistência pós-venda.

A nível das parcerias, estas “são fora de Portugal, nomeadamente alemães, franceses e espanhóis. É uma troca essencialmente de conhecimentos. Esta área é uma área muito específica, muito técnica onde temos que falar todos a mesma linguagem para nos entendermos”, salientou o gerente.

Quanto ao futuro da empresa, António Castro diz que “a curto, médio e longo prazo passa por conseguir alargar esta área de mercado, não a nível nacional pois já estamos nos 90% de quota, temos que manter este leque de clientes e a qualidade de serviços, mas fundamentalmente alavancar países fora de Portugal, nos países que estão num estado de desenvolvimento um pouco menor do que o nosso, América Latina e África. Na Europa é difícil, pois são muito protecionistas do seu mercado e criam muitas dificuldades na penetração”.

António Castro estima que o sucesso da Ediprinter se deve a um árduo trabalho em equipa e considera: “é importante referir que o crescimento desta empresa passa por um trabalho e dedicação à casa, tanto por mim como por todos os colaboradores. O rosto da empresa não é importante. Este é o espírito e é por aqui que vamos continuar a trabalhar“, conclui.